Edifício Dyeji: Costa Lopes

Arquitecto(s): Costa Lopes
Localização: Ilha de Luanda, Luanda, Angola
Ano: 2013/2015
Cliente:  Institucional                                                                                                                      Programa: Residencial
Área: 12.153 m2
Estado: Construído


Costa Lopes é muito provavelmente o maior e mais conhecido atelier de arquitectura com sede em Luanda. São os autores de grande parte dos edifícios que surgiram na cidade de Luanda desde 2003 (especialmente na baixa de Luanda), edifícios estes que se transformaram em verdadeiros marcos urbanos, alterando completamente a paisagem e imagem da cidade. A dimensão, qualidade e número de projectos construídos, fazem deste atelier um dos maiores, se não o maior, “fazedor de Luanda” actualmente. Com uma arquitectura contemporânea de linhas marcantes e apontamentos inspirados pela cultura angolana, o atelier vai colonizando a cidade de Luanda, desde a sua malha histórica, passando pelos novos centros urbanos como o Talatona, até ao município do Icolo e Bengo.

Vista do edifício. © Fabrice Fouillet

Hoje trazemos um dos edifícios projectados pelo atelier. O “Edifício Dyeji” é um edifício residencial com uma presença forte na paisagem, graças a fachada em ziguezague. Localizado logo à entrada da Ilha de Luanda, virado para a baía, e com vista panorâmica para cidade, o edifício possui uma área de construção de 12.153 m² distribuída em oito andares. Visto de longe, o edifício ergue-se imponente dominando a paisagem e perturbando o imenso céu azul que estende até perder de vista. Sobre o nome do edifício, segundo o especialista angolano Adérito Miranda numa matéria publicada em 2006 no Jornal Cultura, a palavra “Dyeji” é de origem Bantu e quer dizer “lua” referindo-se ao movimento deste astro em oposição ao sol. Segue a descrição dos autores do projecto sobre a sua obra:

Pormenor da fachada durante a noite. © Fabrice Fouillet

O Edifício Dyeji insere-se na operação de loteamento da Parcela 3 da Baía de Luanda, localizada na zona de maior estreitamento da Ilha do Cabo e envolvendo um conjunto de 57 lotes (balizado desde o Hotel da Marinha, a nordeste, até Clube Náutico, a sudoeste).

Edifício Dyeji, Luanda. © Fabrice Fouillet

Este edifício, misto de habitação e de escritórios, situa-se num dos quarteirões mais centrais da parcela, beneficiando de uma exposição visual privilegiada para com a frente marginal da Baía. 

Vista nocturna do edifício. © Fabrice Fouillet

Se entendermos a arquitectura como uma exímia cicerone e contadora de histórias (onde cada obra conversa connosco de geração em geração, sempre envolta num mistério comprometido com o espaço e com o tempo), diríamos então que o ziguezague geométrico do Dyeji assume um diálogo fortemente rítmico.

Pormenor da fachada. © Fabrice Fouillet

No edifício, com 1 piso destinado a escritórios e 7 de habitação, a assimetria dos planos de fachada, em conjunto com as fenestrações algo cerradas, determinam um corpo expressivo que se assemelha a uma imensa pauta musical. Ao longo do dia a luz do sol cria e recria uma multiplicidade de jogos de sombra que conferem vida a esta enorme partitura, apresentando uma variação de escalas, compassos, quebras e silêncios.

Varanda virada para baía, com o “skyline” da cidade de Luanda ao fundo. © Fabrice Fouillet

No seu interior (onde se acomoda um total de 28 apartamentos, cada um com 2 ou 3 frentes de exposição solar), apresenta-nos uma requintada narrativa através da ampla desmultiplicação de perspectivas visuais sobre o arco da Baía e o skyline da cidade.

Interior de uma das unidades. © Fabrice Fouillet
Pormenor da fachada. © Fabrice Fouillet
Implantação. Fonte aqui
Planta do piso de escritórios. Fonte aqui
Planta do piso de apartamentos. Fonte aqui
Alçado. Fonte aqui
Corte transversal. Fonte aqui
Pormenor da fachada. Fonte aqui

 

Vista nocturna do edifício. © Fabrice Fouillet

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