Vencedores do Prémio Kubikuz 2015: Vencedor da categoria “Habitação Social Rural”

Hoje trazemos finalmente o primeiro dos dois prémios vencedores do “Prémio Kubikuz 2015“. A dupla formada pelo Arq. Ismael Dombe João (I + A Consulting LDA) e pelo Eng. Angelino Quissonde (Vias do Bem) foi a grande vencedora da categoria “Habitação Social Rural”, com o projecto intitulado como “CASA DO SOBA” (segundo referência do site da I + A Consulting LDA).

A dupla de vencedores no momento da premiação. Fonte aqui       

A informação aqui disponibilizada foi toda extraída do site da “I + A Consulting LDA“, empresa fundada em 2014 pertencente ao Arq. Ismael Dombe João em parceria com o Arq. Abel Secuva e o Arq. Juary Saraiva. Segue a descrição do projecto por parte dos autores:

Vista geral. Fonte aqui

MANIFESTO

A arquitetura não cinge-se meramente  nos aspetos visuais, sensoriais, estéticos e funcionais, senão na resolução de situações concretas afetas à saúde, conforto, bem-estar, acessibilidade, integração, proporcionando espaços que despertam interesse àqueles que dele usufruem. Conceber uma habitação, assemelha-se a pintar um retrato, na qual o seu sucesso não depende somente das habilidades do artista de expressar-se, se não na capacidade de capturar as expressões, carácter, personalidade, ou até mesmo a alma daqueles a serem retratados. Como um retrato arquitetónico, a casa, é sobre a criação de uma moldura de interesses e necessidades, desejos, sonhos e aspirações, requisitos e critérios, em suma, a vida que a família pretende levar. Contextualizar a implementação de uma habitação num ambiente rural, requer a compreensão de hábitos e costumes, tradições e valores, particularidades do modo de vida que tacitamente conformam as memórias desses lugares. A habitação tradicional vernácula Angolana, sofreu evoluções da sua tipologia em consequência da mudança de hábitos socioeconómicos, fruto das dinâmicas sociais em que as sociedades sujeitam-se. Esta evolução culmina com a substituição gradual na concepção dos espaços, de formas circulares para rectangulares, perpetuando-se porém, a importância do habitat em detrimento da habitação, servindo este último apenas como o lugar para pernoitar. O uso do quintal e dos espaços exteriores sombreados, desempenham um papel fundamental no desenvolvimento das atividades do dia-a-dia, pela forte conexão à terra que essas populações apresentam.

Vista do interior. Fonte aqui
Vista geral. Fonte aqui

PROCESSO DE DESENHO

Uma habitação, que refletisse e melhorasse as condições de habitabilidade, integrando todos aspetos da vida diária de uma família rural, com espaços destinados as atividades de pecuária e agricultura em pequena escala , contemplou-se no processo de desenho da proposta, atendendo a necessidade de autossustentabilidade das mesmas.

A concepção do desenho passa pela estruturação de uma malha, organizada segundo módulos  de 4.60 x 4.60 m. A sua formatação resulta numa malha flexível que permite a repetição e  a variação, congregando  todo um conjunto de espaços idealizados para ocupação de um agregado de 7 pessoas. Pequenas células envolvidas sobre uma membrana que delimita dois espaços de igual carácter – o espaço interstício entre os ambientes, e o espaço do envoltório.

Corte longitudinal. Fonte aqui

A malha permite adaptabilidade em dois contextos distintos – as zonas mais recônditas em que a habitação e as atividades de lavoura fundem-se, bem como para as zona mais periféricas às áreas urbanas.

A flexibilidade da malha, possibilita a moldagem e organização dos espaços a criar, segundo as necessidades do  ocupante, impulsionando um individualismo construtivo personalizado de habitações que respondem intimamente as necessidades dos utentes.

 

Estudo solar. Fonte aqui
Estudo Solar. Fonte aqui

Analisaram-se os aspetos característico das habitações rurais, com  pendor  as latrinas, afim de melhorar as condições higiénico-sanitárias das habitações em particular, e do aglomerado no geral. Propôs-se a sua melhoria, compreendendo tratar-se de um espaço sensível à saúde , quer do ponto de vista da higiene pessoal, quer do ponto de vista da saúde pública, servindo muitas vezes de veículo para propagação de doenças quando mal  concebida e cuidadas.

Vista do conjunto. Fonte aqui
Axometria esquemática. Fonte aqui
Axometria esquemática. Fonte aqui
Axometria esquemática. Fonte aqui
Axometria esquemática. Fonte aqui
Axometria esquemática. Fonte aqui
Axometria esquemática. Fonte aqui
Axometria esquemática. Fonte aqui
Axometria esquemática. Fonte aqui
Axometria esquemática. Fonte aqui
Planta baixa. Fonte aqui
Vista geral. Fonte aqui
Vista geral. Fonte aqui
Corte transversal. Fonte aqui

 

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