Vencedores do Concurso Internacional de Ideias Kaira Looro “Centro Cultural em Sédhiou, Senegal”: Categoria “Menção Honrosa”

Hoje publicamos a segunda série de artigos do Concurso Internacional de Ideias Kaira Looro “Centro Cultural em Sédhiou, Senegal“. Na categoria “Menção Honrosa” foram seleccionados dois projectos, pertencentes às equipas: UQIANGINA424 da China, e LLACCIALY123 da Itália.

Seguem textos traduzidos e peças desenhadas dos referidos projectos:

Equipa: UQIANGINA424, China.
Projecto por: Mayuqi Liang, Jiajia Li e Qi Wang.

A ideia

Baobá, com cem anos de idade, não só dá origem à história da prosperidade do Senegal, mas também abriga as pessoas que vivem nesta antiga terra, geração após geração, e a cultura resplandecente que criaram pela sabedoria.
Sob a graça do Baobá, as pessoas passam e preservam a história milenar e a cultura resplandecente da música e danças antigas. Como ritmo tentador e belas danças. A grande cobertura do Baobá já se tornou uma parte importante da cultura local. A mesma, não só fornece abrigo para as pessoas que cá vivem, mas também reúne pessoas de diferentes culturas e religiões, e promove a comunhão de culturas de forma invisível.
O tronco da árvore, denso e forte, também nos dá inspiração. No passado, as pessoas realizavam cerimónias no enorme e oco tronco do Baobá. Nós, criamos algumas cavidades na cobertura e a apoiamos numa estrutura tubular. Não serve apenas como elemento estrutural, mas também fornece um espaço específico para os residentes locais aprenderem e herdarem a sua cultura. Tiramos partido do ordenamento local da aldeia e colocamos isso no nosso projecto, o que significa que a cultura tradicional e os moradores locais estão protegidos pela densa cobertura do Baobá.


Equipa: LLACCIALY123, Itália
Projeto por: Camilla Fiorucci, Ludovica Fioravanti, Antonietta D’Urso e Giuseppe Falabella.

A ideia

O presente relatório trata da descrição do projecto de um centro cultural para a cidade de Sédhiou. O mesmo visa oferecer uma nova identidade ao território, com o propósito de criar um espaço onde as culturas possam ser transmitidas e disseminadas. A intervenção pretende mostrar como é possível associar um centro cultural à imagem de uma cesta, um receptáculo – neste caso, um receptáculo de conhecimento.
A ideia da cesta é o eixo que influenciou toda a composição arquitectónica. Partindo das tradicionais cestas de frutas africanas, particularmente recorrentes dentro das transposições artísticas do lugar, chegamos à proposta de um edifício “cheio”, cheio como uma cesta de frutas. Apesar deste enorme receptáculo, o interior é disposto em planta livre, um ambiente amplo – que abrigará as diferentes funções – para aqueles que passam pela entrada. Isso alude à importância da cultura e ao sentimento de nunca estar completamente satisfeito com nosso conhecimento pessoal. Se é verdade que a cultura nos libertou, então esta grande cesta prova isso. O centro não seria um simples local de treinamento, mas também um local de troca de experiências.
O arranjo dos espaços interiores se desenvolve suavemente e segue a linha vermelha de todo o design. A ideia da cesta é evidente no uso de materiais e em sua localização. Para lembrar o entrelaçamento típico das cestas, o revestimento externo mostrará o mesmo tipo de entrelaçamento, mas realizado em bambu. Isso é possível graças às suas altas resistências à tracção, compressão e à flexibilidade. É um material sustentável de baixo custo, que é facilmente encontrado nos arredores. É uma referência clara ao ambiente natural em que o nosso projecto está inserido. A Cesta Cultural é uma maneira de olhar a vida, testemunhar a relação entre grupos étnicos e valorizar as artes e tradições regionais. A Cesta Cultural também comprova que a arquitectura pode ser um importante instrumento social.

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