Anunciados os vencedores do Concurso Internacional de Arquitectura “African School Project”

Foram anunciados no passado dia 3 de Abril do corrente ano, os vencedores do Concurso Internacional de Arquitectura “African School Project“. O concurso teve início no dia 21 de Novembro de 2018 e a data final para a entrega de projectos foi o dia 20 de Março de 2019. O júri indicou 15 projectos premiados: 3º,5º classificado (Prizes); e 10 menções honrosas.

O concurso contou com a organização da plataforma Archstorming, e teve como objectivo a concepção de um projecto de arquitectura de uma Escola Secundária em Benga, no Malawi. O vencedor, além do prémio em dinheiro (10.000€), terá também o seu projecto construído.

O corpo de jurado contou com 8 profissionais, arquitectos na sua maioria, de entre eles: Fernando Aguirre, Steven Ochieng e James Barasa (do Missionary Community of ST. Paul the Apostle), Kenneth Kim (MOREMAS Architecture), Teresa Valenzuela (Du Rivau & Associés), Teresa Garolera (Active Africa NGO), Francisco Garijo (Ibiza Woodland) e Peggy Grueninger (F. Hoffmann-La Roche AG).

Nos próximos dias, iremos publicar uma série de artigos com os projectos da categoria “Prize” do concurso. Segue a tradução livre dos textos e peças desenhadas dos projectos vencedores do 5º lugar da referida categoria, segundo a página oficial do concurso:

Escola Secundária de Benga
4
º Classificado
Equipa: Victor Matheus Correa, Guilherme Xavier, Gulherme Dacas e Lucas Trentin
País: Brasil, Caxias do Sul.

A profunda relação da cultura local com a comunidade que vive nas aldeias e a centralidade axial dessas relações dentro da estrutura de autoprotecção e desenvolvimento são bases históricas que moldam as premissas do design.
A escola nasce do encontro entre os núcleos centrais do programa: educação e moradia. A base intrínseca do relacionamento do programa é a essência do movimento de troca, a matriz geradora da proposta de arquitectura. O intercâmbio entre aluno e professor, cultura e conhecimento, deve ser contínuo, infinito. É o ponto infinito que estabelece a estrutura territorial e o elemento de centralidade do todo. A celebração cultural e espiritual desta identidade local.
Projectados para serem executados em fases, os programas básicos de educação e habitação são configurados para formar pátios, mantendo uma horta comunitária para cultivo e manutenção pelos usuários, uma estrutura ornamental que torna o estudo e a vida mais atraentes.
A ligação entre o espaço de educar e viver é feita através de um espaço nobre, cuja finalidade é celebrar a cultura dos povos e servir de acesso ao todo. Destaca-se pela monumentalidade da cobertura, que, para uso exclusivo, se justifica como marco territorial e hierárquico no todo. A intenção é criar um enredo no céu, incorporar a cultura, expor na arquitectura a alma do povo. A construção busca valorizar aspectos regionais e locais, priorizando uma nova possibilidade de geração de oportunidades de trabalho diferentes. A argila, material local, associada a técnicas artesanais de produção de blocos é a base das construções. A alvenaria de blocos de argila corre com “texturas distintas”. Opaco para preservar os espaços interiores com privacidade e um enredo de blocos ocos que delimitam espaços adjacentes, sugerindo espaços semiprivados, transicionais e colectivos. Esse enredo acaba sendo adoptado como um carácter sociocultural, impresso na obra como um tecido que envolve o complexo. Para a cobertura, um sistema duplo: laje de abóbadas de tijolo, com espaços vazios nas extremidades, permitindo a ventilação cruzada no interior do edifício; no qual um sistema metálico – treliças e telhas – é suportado, distante das abóbadas, criando um colchão de ar entre os sistemas, permitindo também a captação da água da chuva. No telhado, em alguns edifícios, os painéis solares foram projectados para captar a energia solar.


Escola Circular de Benga
5
º Classificado
Equipa: Maxime Potiron, Félicie Botton
País: França, Paris.

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