Arranca hoje o 14º Fórum de Arquitectura da Universidade Lusíada de Angola

Arranca hoje (07.10.2019), nas instalações da Universidade Lusíada de Angola, o 14º Fórum de Arquitectura daquela instituição, organizado pelo Centro de Estudos e Investigação Científica de Arquitectura (CEICA). Com o tema “Transformação Urbana”, o fórum deste ano acontece entre os dias 7 e 11 de Outubro e conta com um convidado especial, o arquitecto costa-marfinense Issa Diabaté. O Fórum de Arquitectura, é uma iniciativa do CEICA, que desde o ano de 2006 organiza o evento em comemoração ao dia mundial da Arquitectura. Durante os cinco dias de fórum, do qual participam estudantes, arquitectos e académicos no geral, acontecem uma série de actividades como workshops, exposições, conferências e concursos, subordinadas ao temas escolhido para o evento.

Imagem do evento divulgada pela organização. © CEICA

Segue o texto sobre sobre o tema do fórum, de autoria da curadora do evento, a arquitecta Ângela Mingas:

A TRANSFORMAÇÃO URBANA em Angola é um processo que ocorre com maior expressão aquando da implementação do PROGRAMA DE RECONSTRUÇÃO NACIONAL. Á imagem e semelhança do continente africano, tem sido um processo gradativo de metamorfose sob forte pressão do FENÓMENO DA URBANIZAÇÃO (uma das principais tendências no continente provocada pelo êxodo rural) e da CRISE FINANCEIRA (cuja rápida perda de valor de activos financeiros levaram ao desaceleramento do investimento). O processo tem sido alvo da reflexão a vários níveis da sociedade, quer como consequência ou catalisador de debates a nível regional e internacional. No campo internacional, os ‘OBJECTIVOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL’ e a ‘NOVA AGENDA URBANA’ propõem metodologias e definem objectivos de referência para os países afectados pela rápida urbanização. No campo regional, a ‘AGENDA ÁFRICA 2063’ coloca as metas para a resolução destes desafios na vanguarda das aspirações para uma “África Próspera, baseada no Crescimento inclusivo e Desenvolvimento Sustentável”, trazendo para a linha da frente questões essenciais que afectam as cidade africanas contemporâneas nos aspectos Formais, Económicos, Sociais, Tecnológicos e Ambientais com principal enfoque para os cidadão mais vulneráveis.

Imagem do evento divulgada pela organização. © CEICA

A urgência em resolver os problemas básicos que afectam a urbanidade das cidades africanas e que atingem mais de 500 milhões dos seus habitantes relegou para uma segunda instância as consequências das soluções imediatistas embora necessárias. Volvidos quase duas décadas de investimentos, calculados em mais de UM TRILHÃO DE DÓLARES (segundo os relatórios do Banco Mundial de 2000 a 2018), o continente está ainda muito longe de estar encaminhado para resolver as NECESSIDADES BÁSICAS da sua população e tem seriamente comprometidas as possibilidades de poder concretizar, para as suas cidades respostas concretas às NECESSIDADES SOCIAIS, POLÍTICAS E ESTÉTICAS dos cidadãos, comprometendo desta forma o pleno exercício da cidadania. Resultam daí os principais desafios da nossa realidade: Como resolver a TERRITORIALIDADE desequilibrada, a INFORMALIDADE crescente, a INFRAESTRUTURA deficiente? Que mecanismos temos disponíveis para atingir paridade com o mundo no que toca a CONECTIVIDADE física e digital e a busca da AUTENTICIDADE e URBANIDADE?

Imagem do evento divulgada pela organização (Patrocinador do Evento). © CEICA
Imagem do evento divulgada pela organização (Parceiro do Evento). © CEICA
Imagem do evento divulgada pela organização (Parceiro do Evento). © CEICA

Deixamos aqui alguns projectos publicados, no The Sanzala, do atelier Koffi & Diabaté Architectes, do qual Issa Diabaté é integrante, para que possas conferir algum do seu trabalho.

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