Universidade Taroudant: Saad El Kabbaj, Driss Kettani e Mohamed Amine Siana

Arquitecto(s): Saad El KabbajDriss Kettani Architecte e Mohamed Amine Siana
Localização: Taroudant, Marrocos
Ano: 2010
Programa: Educacional
Área: 20.511,00 m²
Estado: Construído.


Sendo a primeira obra do conjunto de complexos de ensino superior que fazem parte do programa de desenvolvimento e descentralização do ensino na zona sul de Marrocos, a Universidade Multidisciplinar de Taroudant, foi concluída em 2010, resultante da colaboração dos arquitectos Saad El KabbajDriss Kettani e o Mohamed Amine Siana, para a encomenda feita pela Université Ibn Zohr D’Agadir. O conjunto de edifícios tenta responder à história de Taroudant, considerada a “avó de Marrakech”, pela forte identidade cultural. Posteriormente, o grupo de arquitectos concluíu também a Escola Tecnologia de Guelmin, em 2011 e a Escola de Tecnologia de Laayoune, em 2016.

Entrada principal. © Fernando Guerra

Segue a tradução livre da descrição dos autores do projecto sobre a sua obra:

Cidade secular com uma forte identidade cultural, o estilo arquitetônico de Taroudant, repleto de história, é uma expressão da paisagem do profundo sul marroquino. A Faculdade Multidisciplinar de Taroudant é uma tentativa de reinterpretar essa herança através de um edifício que carrega uma visão de futuro. Assim, este projecto inspira-se na terra e as suas manifestações aos sentidos. Esta leitura tenta evitar as armadilhas de clichês, mantendo a partir do contexto somente sua essência. Foi desta inspiração do Sul que se recupera a solidez, a força, o claro e escuro e austeridade poética.

Para este efeito, o projecto conta com uma série de princípios arquitetónicos e urbanos através de uma concepção onde o interior e exterior se misturam, as escalas variam e onde o usuário e arquitectura são um só.”

Vista geral nocturna. © Fernando Guerra
Vista geral de um dos volumes. © Fernando Guerra
Vista corredor coberto. © Fernando Guerra

A Faculdade é organizada em torno de um riad central, um jardim interno no eixo norte-sul e, mais ao norte, um jardim de árvores argan, dão ao usuário uma bela vista das montanhas Atlas. As várias unidades são implantadas ao redor deste pátio interno, considerando a necessidade de proximidade, orientações e vistas.”

Pormenor fachada. © Fernando Guerra
Auditório. © Fernando Guerra

Estas unidades são organizadas ao longo de uma rua interna, estabelecendo contacto direto com os anfiteatros e permitindo a otimização do tráfego dos funcionários administrativos. A priorização das passarelas segue uma lógica funcional e foram concebidas para optimizar a circulação e ao mesmo tempo reduzir as perturbações acústicas. Da mesma forma, os portais e corredores criam um segundo nível de sistema de circulação multiplicando assim os pontos de vista.”

Pormenor estrutura. © Fernando Guerra

A escala do jardim interno é difusa e diluída por uma série de canteiros de diferentes tamanhos, e diferentes jardins que definem os edifícios. A arquitectura é deliberadamente massiva, fechada na direcção este e oeste enquanto que se abre para o eixo norte-sul, com elementos arquitectónicos que permitem ventilação natural e conforto acústico e térmico.

Vista interior (I). © Fernando Guerra
Vista interior (II). © Fernando Guerra

Com volumes baixos, os edifícios são torres diferentes que surgem na paisagem como fortes volumes opacos, mas com certa leveza caracterizada pelas passagens e corredores, criando um espaço dinâmico. A arquitectura revela-se de maneira gradual da opacidade para ranhuras longitudinais e finalmente, para grandes aberturas sobre as perspectivas, pontos de vista, ou jardins.”

Pormenor torres. © Fernando Guerra
O tom ocre dos volumes acentua o jogo de claro e escuro, além de conferir a impressão de privacidade e grande abertura no lado de fora. O projecto tenta definir sua personalidade nesta dualidade: o usuário é confrontado com diferentes níveis de compreensão e apropriação, a partir deste decorre a relação com a arquitectura.”
Pormenor fachadas. © Fernando Guerra
A combinação da natureza e do mineral é estudada para refletir o espírito do lugar e a paisagem do envolvente: além dos becos e praças, a natureza fluida invade o espaço e se impõe. Cada edifício é organizado em torno de pátios e jardins abertos e semi-abertos para a criação de mundos diferentes, intimidades diferentes, lugares diferentes num só lugar.”
Pátio interior. © Fernando Guerra
O verde abundante é deliberadamente deixado para se expandir para fora do padrão geométrico e ganhar a sua liberdade, que parece resultar de uma natureza aleatória. Estas diferentes modalidades de arquitectura e de paisagismo criam uma variedade de ambientes que enriquecem o espaço para benefício e conforto dos sentidos do usuário.”
Planta geral. © Saad El Kabbaj, Driss Kettani e Mohamed Amine Siana
Planta Piso térreo. © Saad El Kabbaj, Driss Kettani e Mohamed Amine Siana
Alçado geral (I). © Saad El Kabbaj, Driss Kettani e Mohamed Amine Siana
Alçado geral (II). © Saad El Kabbaj, Driss Kettani e Mohamed Amine Siana
Alçado geral (III). © Saad El Kabbaj, Driss Kettani e Mohamed Amine Siana
Alçado geral (IV). © Saad El Kabbaj, Driss Kettani e Mohamed Amine Siana
Alçado geral (V). © Saad El Kabbaj, Driss Kettani e Mohamed Amine Siana
Corte (I). © Saad El Kabbaj, Driss Kettani e Mohamed Amine Siana
Corte (II). © Saad El Kabbaj, Driss Kettani e Mohamed Amine Siana
Corte (III). © Saad El Kabbaj, Driss Kettani e Mohamed Amine Siana
Corte (IV). © Saad El Kabbaj, Driss Kettani e Mohamed Amine Siana

Deixar uma resposta

Navegar