Teoria de Yolana Ariel Azevedo de Lemos: “Os cinemas em Angola nas décadas de 60 e 70 do séc. XX : de um passado para um futuro”

Para esta edição do “Teoria de“, trazemos a dissertação de mestrado da arquitecta angolana Yolana Ariel Azevedo de Lemos, intitulada “Os cinemas em Angola nas décadas de 60 e 70 do séc. XX : de um passado para um futuro”, desenvolvida na Universidade Lusíada de Lisboa (Portugal), que teve como orientadora a Prof.ª Doutora Arqt.ª Maria João dos Reis Moreira Soares. Deixamos aqui um pequeno trecho da dissertação para vossa leitura:

Cine Atlântico de Luanda.

A seguinte dissertação, incide no estudo dos cinemas, em geral, construídos em Angola entre a década de 1930 e 1970 do século XX. No entanto, é dado maior enfâse às salas projetadas a partir dos anos de 1960, período em que a tipologia do cine-esplanada tem grande repercussão no país. Deste modo, foi realizada uma investigação em como estes tipo de equipamento foi importante e determinante nas várias fases – não apenas na área da arquitetura, mas também na política, na economia e na sociologia – pelo qual o país atravessou. Assim, é necessário entender o contexto anterior e durante a construção destas salas de cinema – nomeadamente, as dificuldades impostas pelo regime do Estado Novo e as circunstâncias do surgimento de um “Moderno Tropical” –, de forma a demonstrar como a estrutura destes cinemas foi evoluindo, bem como a sua função, numa sociedade colonial e pré-independente. Igualmente, será importante explanar as duas tipologias de cinemas exploradas neste país: a tipologia fechada e a tipologia aberta.

Yolana Ariel Azevedo de Lemos, Lisboa, 2019 (um trecho do resumo da dissertação)

Cine Estúdio do Namibe.

Dos vários conjuntos de obras encontrados no país, foram aqui apresentadas e estudadas as salas de cinema produzidas entre as décadas de 1930 e 1970. Ao longo desta dissertação, foi possível observar a evolução destes equipamentos, estando esta evolução diretamente relacionada com o panorama político, económico e social que o país enfrentava na época, bem como influências arquitectónicas internacionais.

Deste modo, foi importante abordar, cronologicamente, sobre o regime do Estado Novo; o Gabinete de Urbanização Colonial; a influência do Movimento Moderno em geral e das arquiteturas Modernistas norte americana e brasileira em particular; o auge do “Moderno Tropical”; e por fim, a pré-independência em Angola. Neste contexto, nomes como Le Corbusier, Oscar Niemeyer, Fernando Batalha, Vasco Vieira da Costa, Fernão Lopes de Carvalho, Francisco Castro Rodrigues, os irmãos Castilho,entre outros, são recorrentes nos vários capítulos deste estudo, pois foram importantes no percurso para a criação de um espólio arquitectónico de cariz moderno.

Yolana Ariel Azevedo de Lemos, Lisboa, 2019 (um trecho da conclusão)

Para ler a obra na íntegra, deixamos aqui o link para download e/ou leitura da dissertação. Caso queira ver publicado na nossa plataforma um artigo ou trabalho seu, envie-o para o geral@thesanzala.com.

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